computing• 3 min de leitura6 de outubro de 2026

Por que as Nações Unidas estão apoiando um novo mapa-múndi

As Nações Unidas aprovaram recentemente uma resolução apoiando uma nova projeção cartográfica chamada Equal Earth, que mostra países e continentes em seus tamanhos reais. Essa decisão desafia o mapa tradicional de Mercator, que faz com que regiões próximas aos polos pareçam muito maiores do que realmente são.

Resumo rápido: As Nações Unidas aprovaram recentemente uma resolução apoiando uma nova projeção cartográfica chamada Equal Earth, que mostra países e continentes em seus tamanhos reais. Essa decisão desafia o mapa tradicional de Mercator, que faz com que regiões próximas aos polos pareçam muito maiores do que realmente são.

Por mais de quatrocentos anos, um único estilo de mapa dominou salas de aula e ferramentas de navegação em todo o mundo, mas ele vem distorcendo silenciosamente os tamanhos reais de nossos continentes.

O que aconteceu, em palavras simples

Após uma campanha liderada por países africanos, as Nações Unidas votaram 164 a 1 a favor de uma resolução promovendo a projeção cartográfica Equal Earth. Criado em 2018 pelos cartógrafos Tom Patterson, Bojan Šavrič e Bernhard Jenny, este novo mapa retrata países e continentes em seus tamanhos reais. O mapa tradicional usado por séculos, conhecido como Projeção de Mercator, foi desenhado em 1569 por Gerardus Mercator para ajudar marinheiros a navegar pelos mares. Como nosso planeta é redondo como uma bola, achatá-lo em uma folha estica as áreas próximas aos polos, fazendo com que lugares no norte e no sul pareçam muito maiores do que realmente são.

Pontos principais

  • Uma votação histórica nas Nações Unidas As Nações Unidas aprovaram uma resolução por 164 votos a 1 promovendo o mapa Equal Earth, após um esforço de nações africanas. Os Estados Unidos foram o único país a votar contra a resolução.
  • O problema com o mapa antigo Criada em 1569, a Projeção de Mercator faz com que os países próximos aos polos pareçam muito maiores do que realmente são. Por exemplo, o Alasca parece maior que o México, e a Escandinávia pode parecer maior que a Índia.
  • Por que o mapa antigo era útil O mapa de Mercator foi feito para ajudar marinheiros a navegar, mantendo as direções da bússola retas. Hoje, versões modificadas ainda são usadas por ferramentas como o Google Maps para ajudar as pessoas a encontrar ruas locais.
  • A verdadeira escala da África O novo mapa Equal Earth mostra a África em seu tamanho real de 30,4 milhões de quilômetros quadrados, ou 11,7 milhões de milhas quadradas, provando que ela é cerca de 14 vezes maior que a Groenlândia.

Termos explicados

  • Cartógrafo — Uma pessoa que cria e desenha mapas. Exemplo: Um cartógrafo desenha cuidadosamente linhas e fronteiras para mostrar onde rios, países e montanhas pertencem em uma página.
  • Projeção de Mercator — Um tipo específico de mapa-múndi plano criado no século XVI que mantém os ângulos de navegação corretos, mas estica os tamanhos das terras próximas ao topo e à base do mundo. Exemplo: Em um mapa de Mercator, a Groenlândia parece tão massiva quanto o continente africano inteiro, embora a África seja na verdade muito maior.
  • Equal Earth — Uma projeção cartográfica introduzida em 2018 que exibe os tamanhos relativos de países e continentes com precisão, sem o estiramento extremo encontrado perto dos polos. Exemplo: O mapa Equal Earth mostra corretamente que o Canadá e a China têm aproximadamente o mesmo tamanho.

Por que isso importa

Os mapas moldam a forma como as pessoas veem a importância e a escala de diferentes países e regiões. Especialistas observam que mudar para um mapa mais preciso ajuda a corrigir desinformações visuais e destaca a verdadeira presença global do continente africano, que abrigará a única população em crescimento do mundo até o ano 2100.

O que ainda não sabemos

Os EUA votaram contra a resolução das Nações Unidas, e a resolução em si não é vinculativa, o que significa que ela não proíbe o mapa de Mercator. Além disso, o mapa tradicional permanece profundamente enraizado nos hábitos das pessoas e continua útil para a navegação digital de ruas.


Com base em reportagem de Harvard Gazette. Este é um texto explicativo independente, escrito com palavras próprias e auxílio de IA; Harvard Gazette não o revisou nem o endossou. Leia o original para ver todos os detalhes.